quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ela, Cigana...


Sou mulher do tempo, guiada pelo vento;
Sou mulher do Sol e amante da Lua;
Sou mulher da rua.

Sou Mulher da Luz e da Escuridão,
Minha casa é a imensidão.

Sou Feiticeira antiga perseguida,
Mas ainda, por muitos, temida.

Sou Andarilha sempre em busca,
Guerreira sempre em luta.

Sou Mulher de escolhas e opinião,
Vejo o destino na palma da mão.

Sou Mulher de muitas diretrizes,
Traçadas por minhas cicatrizes.

Sou Mulher de corpo frágil,
Mas de alma forte.

Sou à Força de toda uma vida
E prova da inexistência da morte.

Se um dia eu cruzar se caminho, agradeça Moço, poucos têm essa sorte.

Nina Bispo

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